sábado, 19 de maio de 2018

Fazendo péssimos negócios (que são evitáveis)

Fiz um péssimo negócio.

Tomei uma decisão errada.

E agora vou arcar com as consequências.

É meus amigos, comprei Euro nesta semana. Na semana que ele ultrapassou os 4,60. E conto aqui porque fiz um péssimo negócio, porque me arrependo,  porque não vi outra saída nesta reta final e o que eu farei diferente da próxima vez.

Tudo começou com a decisão em viajar. Eu já sabia que ia viajar para Europa desde Junho/2017. O que fiz? Reservei hoteis, passagens, passeios, e deixei a compra da moeda para um outro momento.

Janeiro/2018 chegou, vi que o valor estava "ok" (4,00) e resolvi fazer uma compra. Havia acabado de mudar de emprego, tinha um dinheiro a mais que ia entrar e fiz a compra, de 500 euros para ser mais exata. Nem havia me ligado que se eu tivesse comprado ainda antes, poderia ter pago até 3,60 no ano passado. Comprei e engavetei, não só os 500 euros, mas acabei comprando 1k de dólar também porque tinha a ambição de comprar um notebook pessoal.

Pois bem, o tempo foi passando e eu com a ansiedade de aportar, aportar e aportar. Investir, crescer a bola de neve do dinheiro e chegar logo no 1º milhão. "Mês que vem eu compro mais", era  a frase que eu mais repetia para mim mesma, quando eu pensava que tinha que fazer mais uma boa compra de euros. Afinal, são quase 30 dias na Europa.

Mais um tempo passou e chegamos, se não me engano, em Março/18. Uma das pessoas que vai comigo na viagem me comentou que tinha comprado Euro e havia pago 4,12. Achei caro. Imagina que eu ia pagar 12 centavos a mais, sendo que poucos meses (dias) atrás estava 4,00. Eu tinha certeza que ia cair.

Um pouco depois o Trump anunciou o ataque à Síria. Lá se vai o Euro mais ainda para as alturas. Naquela época ele foi ultrapassar os 4,30. Eu dizia que ele ia cair, não era possível que ele iria continuar subindo. Continuei aguardando, sem fazer nenhuma compra a mais. Enquanto isso, aportes, aportes e mais aportes, milhão, chega aí vai!

Uma semana passa, outra semana também. Ele atinge 4,35. "Meu Deus, será que estou errada?". Mal sabia eu que as coisas poderiam piorar. Semana a semana ele ia escalando de forma lenta, mas escalável, os 4,40. Até que chegamos na semana passada. 4,42 dizia o site Cambiar.

"Bacana, não é possível que ele suba mais", era o que eu pensava. Nesta semana, em pleno home office que eu estava fazendo, vejo a tela do computador piscar em 4,47. Eu precisava comprar nesta semana, pois na próxima estarei viajando a trabalho. E na outra já vou partir. "4,47, não é possível", pensava eu. "Vou esperar até 4,45".

Nunca mais vi o 4,45. No dia seguinte, amanheceu à 4,52. E foi até 4,55. E terminei por comprar ontem, a 4,56. Derrotada, triste, ignorante. Foi assim que me senti ontem ao comprar o restinho de euro que me faltava a esse preço (quantidade bem maior que o que eu comprei em Janeiro).

E aí me perguntei: preço médio. É tudo que falamos o tempo todo e eu não fui capaz de praticar isso com a compra de Euros. Se eu tivesse comprado 200 euros mensalmente, além de não afetar tanto os meus aportes, eu com certeza teria salvado um bom prejuízo que tive nessa última transação.

É incrível como sabemos o conceito, concordamos com ele e por algum motivo, temos dificuldade em colocá-lo em prática. Algo me fez pensar que eu poderia ser mais esperta ao aguardar uma descida milagrosa do Euro do que fazer preço médio. Por quê eu pensei assim? Não sei.

O importante então é aprendermos com os erros e não repeti-los. Próxima viagem então, junto com a passagem, farei minhas compras mensais de moeda. Já está definido. O que adianta reservar a passagem com tanta antecedência, os hoteis também, se acabei gastando todas essas economias na compra da moeda?

Errei, errei muito. E aproveito para compartilhar e registrar aqui este erro. Assim não só eu não vou errar em uma próxima oportunidade, como vocês também não errarão depois de ler este texto.

Próxima semana estarei viajando a trabalho e não devo ter tempo de escrever um post no meio dela. Por isso, deixo já meus votos de uma excelente semana para vocês!

E sobre a chegada do milhão, depois dessas novas caídas na bolsa, compras de euro, compras para a viagem, entre outros gastos, ele ficou cada vez mais longe. É bem provável que eu só consiga fazer o post comemorativo na volta da viagem, porque a chance de eu alcancá-lo ainda este mês é somente se houver uma revirada muito boa nesse tendência de queda da bolsa!

Veremos!
Abs!
IFM

quarta-feira, 16 de maio de 2018

As baixas na RV também são baixas na finansfera?

Como estão pessoal?

Há alguns dias venho reparado que colegas que costumavam postar com mais frequência, simplesmente espaçaram suas publicações. Alguns que postavam religiosamente o fechamento do mês, não vem atualizando os números desde Fevereiro ou Março. Outros, que falavam das glórias da RV, tem mudado de assunto e falado sobre aplicações no exterior.

E foi aí que eu me perguntei: a baixa nas ações, FIIs e RV em geral, tem provocado um desânimo na finansfera?

A resposta que encontrei é que sim. Alguns tem seus próprios motivados pessoais para estarem menos focados no  blog, como o Senhor Bufunfa. E até aí tudo bem, acho natural nossos interesses e focos mudarem ao longo da jornada. Outros realmente estão "desaparecidos" e para citar alguns, estou falando de Dono da Mascada (Mascada Boa), Nerd Investidor, Um brasileiro na arábia e por aí vai.

Meu post é muito mais para nos encorajar a continuar lutando e não deixar que esses períodos de baixa e dificuldades nos desanimar. Sabemos que qualquer caminho rumo a um objetivo possui altas e baixas e o bacana da finansfera é aprendermos não só com os acertos uns dos outros, mas também com os erros.

Meu próximo fechamento mensal haverá sangue, muito sangue (home broker não para de cair). E aportes praticamente nulos. São más notícias e que vou dividir com vocês, porque afinal, fazem parte da história e da luta rumo ao gran finale. Aprendizados? muitos. Agora sim era o grande momento de fazer a minha carteira na RV e não meses atrás como eu fiz. Como eu iria adivinhar? Acho que apenas passando por isso para eu ver que dava para ter feito melhor.

Quem possui capital agora, as compras são muito bem vindas. Infelizmente eu não possuo.

Gostaria de fato de encorajá-los a expôr nesta comunidade os nossos erros, nossas aflições, nossos pensamentos, angustias, tristezas, enfim, tudo o que tivermos passando neste momento de baixa, afinal, o aprendizado e as lições a serem compartilhadas nos serão muito úteis.

Abs!

sábado, 12 de maio de 2018

Volte uma casa!

É pessoal, a busca do milhão não é uma linear que te fará chegar até ele. Muito menos a da IF.

Depois dessas boas baixas na bolsa de valores no mercado brasileiro e também nos FIIs, voltei algumas casas no tabuleiro do jogo da IF e estou com um patrimônio com certa de 3k a menos do que o fechamento de Abril, por enquanto.

Ao comparar o que foi investido (preço de compra) vs preço atual, chegamos em uma perda de 4,5k ou quase 6% de desvalorização. 

Logicamente sigo tranquila, correções como essas são normais e acredito que passarei por emoções ainda maiores nos próximos meses, haja visto que teremos eleições em Outubro e a corrida presidencial deve se tornar mais acirrada logo após a Copa do Mundo.

É claro que, como eu havia dito no post de fechamento, eu queria MUITO comemorar a grande chegada antes de partir para as minhas férias, mas esse sonho se torna mais distante a medida que meu home broker sangra...rs.

Euro segue subindo, e ainda preciso ir às compras. Pretendo comprar 50% do valor que quero levar nesta semana e os outros 50% na próxima semana, viajarei então na semana seguinte a esta.

De resto, trabalho pegando fogo, mas estou sabendo lidar melhor com ele e, como eu compartilhava com meus amigos blogueiros no início deste blog, com 1 milhão na conta o nosso equilíbrio emocional (que é importantíssimo na iniciativa privada) fica muito maior, afinal, não morrerei de fome se perder o emprego amanhã.

Quero fazer um post sobre isso, como o caminho da IF tem me deixado mais tranquila para lidar com as adversidades do dia-a-dia no trabalho, situações comuns como fofocas, puxação de tapete, pessoas espertinhas, pessoas desprovidas de inteligencia, pessoas folgadas, enfim, todos os tipos de seres que encontramos no nosso caminho diariamente no trabalho. Nesta semana passei por uma "provação" bem grande e vi que me sai relativamente bem justamente por ter mantido a calma e não imaginar que o mundo iria acabar em demissão. Foi ótimo.

Continuo com dificuldades para manter uma constancia nos exercicios físicos. Não acho nenhuma atividade mais interessante que curtir um filme na minha cama! rs. Muitas vezes tenho me obrigado a ir e, se penso muito, desisto, por isso prefiro não pensar.

Abs,
IFM

quarta-feira, 9 de maio de 2018

A busca pela felicidade x adoecimento da população

Em época de bolsa em baixa (e meus ativos em baixa), stress no trabalho e encontro com antigos e novos amigos, comecei a ligar alguns pontos sobre a vida e quero compartilhar aqui com vocês.

Tem sido cada vez mais comuns em roda de amigos (com bom padrão de vida por não economizarem nada) conversas do tipo: fulano está com depressão, ciclano tem tomado o remédio X, Y, Z para se sentir bem, a fulana está indo ao psicólogo tentar encontrar uma saída para vida dela.

Honestamente, o número  de amigos que eu tenho e que fazem parte dessa população que eu considero "doente" tem aumentado. E eu tenho me perguntado o porquê disso.

Se analisarmos as origens dessas pessoas, não chegaremos a uma conclusão efetiva. Tenho amigos que vieram literalmente da pobreza, ralaram bastante duro para chegar em um patamar de emprego que hoje tem e mesmo assim não se sentem felizes ou satisfeitos com a vida que tem.

Outros que parecem até equilibrados e felizes, no fim das contas sei que se automedicam por outras pessoas. Por fim, há aqueles que pouco sofreram alguma dificuldade na vida e que ainda assim não encontram o caminho da felicidade, mesmo tendo tudo do melhor que a vida possa oferecer.

Sei  que tenho levado este texto para o âmbito financeiro da conversa e que a vida não é só isso. Ao conversar com essas pessoas, os sentimentos de angustia, infelicidade e não tranquilidade (dizem eles) estão ligados mais ao aspecto financeiro do que qualquer outro e é por isso que quero me concentrar nesse aspecto, bem como o propósito deste blog é justamente esse também.

Mas então, o que levaria pessoas de distintas classes sociais de origem, com patamar extermamente confortável financeiramente hoje em dia, a se auto-medicarem, dependerem de médicos e se considerarem depressivos e infelizes?

Depois de muito pensar, cheguei à conclusão que a forma com que ganhamos nosso dinheiro hoje não é sadia. Vejam bem, tenho amizade com pessoas que trabalham em diversas empresas, todas essas que me refiro, estão em empresas privadas, a grande maioria, multinacionais.

As reclamações são sempre as mesmas: trabalho demais, não sou reconhecido, tenho chefes insuportáveis, meus colegas só querem puxar meu tapete, não consigo ter uma vida social sadia durante semana e às vezes nem aos fins de semana, não me sinto realizado pelas coisas que faço no trabalho, não consigo confiar nas pessoas que trabalho, passo 12 horas do meu dia em um lugar que eu não gosto e não tenho tempo para fazer qualquer atividade que me dê prazer ao longo da semana.

É raro ver alguém 100% ou que seja 75% satisfeito com sua relação de trabalho. E a saída que as pessoas tem encontrado para não surtarem em tempos modernos é a medicação psiquiátrica (e muitas vezes as compras). Fico extremamente triste em ver jovens, da minha idade, tão dependentes desses compostos químicos que nada mais fazem que mexer com seus neurotransmissores. As  pessoas hoje em dia não só tem que beber para se sentirem mais felizes, mas se medicarem diariamente.

Eu sou das raras pessoas que não faço terapia, não vou a médicos em busca de ajuda química e não me medico. Vida real, é isso que quero e vou enfrentá-la como ela tem de ser.

Ao tentar encontrar o que essas pessoas tem em comum e o que eu e poucos colegas temos de diferente, vi que o principal fator que nos diferencia é a fuga da corrida de ratos. Essas pessoas que aqui chamo de adoecidas, vivem uma corrida de ratos frenética e nem pensam em deixá-la. Consumir é um dos poucos prazeres na busca da felicidade e levar uma vida vazia, porém com status é o que normalmente move a maioria.

Por outro lado, poucos colegas saudáveis tem uma consciencia que essa correria é apenas uma fase. Poupam, investem, vivem uma vida low cost, justamente com o objetivo de dar um "basta" nessa corrida de ratos desenfrada.

Vejam só, as relações de trabalho hoje em dia não são como no passado. A geração dos meus pais usava máquina de escrever, na metade da carreira deles é que o computador apareceu. Trabalhavam com um assunto de cada vez, ao invés de vários. Não tinham facilidade de meio de comunicação, no meio da carreira é que apareceram os beeps e celulares. 8 horas diárias eram a jornada que cumpriam.

E hoje, o que temos? A necessidade de trabalhar com muitos assuntos ao mesmo tempo. Entregar melhor e mais rápido. Estar conectado 24 horas através de celular e principalmente whatsapp. A mistura entre vida pessoal e profissional é praticamente uma obrigação. Pouco controle da jornada de trabalho, correndo o risco de quem a cumpre, ser taxado como desmotivado ou braço curto.

Meus caros, a realidade do mercado de trabalho mudou e mudou muito no Brasil. Infelizmente, as pessoas não  mudaram. As pessoas continuam precisando ter vida, se desligar das tarefas profissionais, encontrar amigos, se exercitarem, ver o pôr-do-sol. A população não pode somente viver  aos sábados e domingos - isso quando vivem.

Quem tem um plano B para essa realidade, consegue levá-la de forma menos adoecida porque está justamente vislumbrando a cenourinha no final da caminhada. A caminhada tem um fim. E só de saber que há uma saída, nós, colegas financeiramente conscientes, conseguimos lidar melhor com a corrida dos ratos. Sabemos que não é pra sempre. Sabemos que é um eforço a mais para uma grande colheita logo menos.

E nossos colegas que não tem um plano B? Que vêem que a vida é só trabalhar e gastar e não pensam que há uma sáida para a corrida dos ratos? Aqueles colegas que gastam todos os meses tudo que ganham porque pensam que assim são mais felizes? Essas pessoas inconscientemente sabem que viverão para o resto das vidas essa realidade e é por isso que procuram outra ajuda (seja através de profissionais psiquiatras, seja através de medicamentos, enfim).

Para mim é muito triste ver pessoas tão capacitadas, inteligentes, com bom padrão de vida se sujeitando a ter uma vida infeliz e superficial, apenas por não pararem para pensar que há uma sáida. E nem estou colocando aqui toda a pressão e deboche que a sociedade faz com aqueles que não estão na corrida de ratos.Tenho poucos amigos que cuja família é muito bem de vida e simplesmente nem entraram na corrida. Esses são alvo de brincadeiras constantes.

Independente se vamos atingir a IF aos 30, 35, 40, 50 anos. Vamos atingi-la. E ao atingi-la, vamos buscar viver uma vida mais tranquila e equilibrada e isso por si só nos motiva hoje em dia a seguir nosso caminho com a consciencia que esse grande dia chegará.

E vocês? Conseguem reparar o quanto nossa sociedade está adoecida?
O quanto as pessoas se pressionam para ganhar mais e gastar mais também?
O quanto o trabalho se tornou uma relação não saudável na vida das pessoas?

Comentem, gostaria de saber se este não é um problema somente do meu círculo social.

Abs,
IFM


sábado, 5 de maio de 2018

Sell in May and Go away

Juro que não conhecia esse provérbio.

Depois de quedas bruscas nos vários ativos que tenho, resolvi dar uma olhada no que estava acontecendo. E aí me deparei com esse provérbio americano.

Levando em consideração que praticamente metade dos investidores do mercado brasileiro são estrangeiros, não poderíamos deixar de considerar o provérbio que eles tanto citam. O conceito do "sell in May and go away" surgiu porque no hemisfério norte as "grandes férias" são em Junho e Julho. Dizem então que em Maio os investidores se desfazem de parte das suas posições nos investimentos para curtirem as férias nos meses seguintes.

Dizem ainda que o retorno desses investidores acontece em meados de Novembro, quando as bolsas mundiais normalmente começam a atingir patamares superiores.

Se é fato ou não, não sei. Primeira vez que estou com uma posição relevante em RV em Maio e vejo uma desvalorização bastante relevante, inclusive de ativos muito sólidos como ITUB e ITSA.

Aos investidores que leem este artigo, se eu tivesse um capital disponível, iria às compras. Como disse nos meus últimos posts, na verdade ainda tenho que comprar meus Euros e tenho muita conta para pagar antes de viajar, então não vou conseguir fazer as compras que eu gostaria nessa bela liquidação da bolsa brasileira.

Com essa desvalorização, lógicamente meu patrimônio também perdeu valor. Estou agora com em torno de 994k aproximadamente. Ou seja, mais longe da primeira milha. Resolvi desapegar desse número tão simbólico para Maio. Queria muito ir viajar já comemorando esse atingimento, mas não são 6, 7, nem 10 mil reais que vão me fazer deixar de comemorar essa marca na viagem (lembrando que meu aporte este mês será muito próximo de zero).

Mudando um pouco de assunto, triste ver que mais um banco não conseguiu sobreviver. Aqueles que estavam posicionados nele, desejo uma boa sorte com o FGC. Nunca precisei utilizar, mas sei de pessoas que já precisaram e parece que demora um pouco, mas o dinheiro vem (para aqueles que tinha investimentos abaixo de 250k).

Sobre o escândalo do Inter, tenho minhas dúvidas se essa notícia é verdadeira. O próprio banco nega e parece que só um meio de comunicação pouco conhecido afirma que isso aconteceu. Os demais meios de comunicação citam esse primeiro, se isentando de qualquer compromisso com verificar se a notícia é verdadeira ou não.

De qualquer forma, estou no Inter em ativos sem liquidez diária, ou seja, ainda que queiram invadir minha conta (que já troquei a senha) e retirar algum valor, não conseguirão. Sigo tranquila então.

Aqui onde vivo, belo dia de sol de um sábado. Vou aproveitar este final de semana para me exercitar, sair com amigos e fazer umas compras para a viagem. Sugiro que vocês aproveitem também!

Um abraço!
IFM

terça-feira, 1 de maio de 2018

Fechamento de Abril/18 - R$ 997.344,69 (+3.59%)

Mês de Abril se foi e com ele, muitos dos detalhes  da viagem da Europa também foram fechados. Mês intenso, trabalho pegando fogo, preparativos para viagem também. Ainda restam alguns itens do check list, como verificar se é necessário comprar alguma roupa e também fechar seguro viagem.

Consegui me cuidar um pouco melhor, mais intensamente aos finais de semana. Infelizmente não comprei euros.  Estou na espera eterna pela caída deles, e agora em Maio não terei alternativa, vou ter que comprar caro ou barato.

Mais um mês sofrendo com a RV. Dos 11 ativos que tenho, 6 estão no vermelho. Smiles felizmente deu uma recuperadinha no final do mês, não chega a estar perto do valor que paguei, mas quem sabe não me trará boas alegrias nos próximos meses, não é mesmo?

Vamos aos números:

Aportes: R$ 31.758,00 - Último belo número deste ano. Recebi a última parte de um empréstimo que eu tinha feito a um familiar e recebi também um valor a mais no trabalho relativo a um dos benefícios. Fora isso, salário muito bem aproveitado, com uma taxa de poupança de quase 85%.

Rendimentos: R$ 2.837,46 (representam 0.29%) - Mal, muito mal. RV indo de mal a pior, e eu  sem estômago para aumentar minha posição nela.

Total de crescimento do portfólio em Abril: R$ 34.595,46 (+ 3.59%) - Não me canso de olhar um número dessa magnitude em um mês. É incrível, mas é triste saber que os rendimentos poderiam ter sido bem maiores. Esta fase da economia brasileira não está fácil. Aportes neste mês fazendo a total diferença.

Renda Passiva (utilizando a TSR de 4%): R$ 3.324,48 (+ 3.59%) - Um pouco  mais de 100 reais a mais para o resto da vida. Parece pouco, pensando que em 1 jantar pode ir bem mais do que isso, mas se pensarmos que é para o resto da vida, é muito! 

Onde apliquei neste mês: Apenas em RF. Sem estômago para encarar mais a RV no curto espaço de tempo, ainda mais pensando que estarei muito focada na viagem nos próximos 2 meses. Consegui 2 bons LCIs a 100% do CDB em um dos bancos menores do nosso país, mas de qualidade.

Relação RV vs RF: Redução da participação da RV no meu portfólio. Agora está em 7,67%.
Detalhes da RV abaixo:

Posição da RV em 31/04

Como eu estou com relação à minha meta do ano (1,05kk): Estou simplesmente maravilhada com os mais de 997k. Agora falta literalmente muito pouco para o primeiro milhão. Que SONHO! Acredito que ao longo do ano conseguirei juntar mais 50 mil para poder atingir a meta. Falta pouco mais de 6 meses para o fim do ano, mas considero o número de 6 meses para juntar porque os próximos 2 meses serão de vacas bem magras.

Abril foi um mês de sacrifícios. Sacrifícios para chegar muito próximo do milhão e poder ir viajar com o sentimento de missão cumprida. Deixei de comprar algumas coisas, deixei de sair em alguns programas que nada me acrescentariam e valeu a pena! 997 mil reais de puro trabalho, pura economia, puro estudo. Não tenho palavras para dizer o quão emocionada estou em fazer este fechamento deste mês. Meu muito obrigada a toda a finansfera pela inspiração, pela ajuda e por todo o conhecimento que aqui espalhamos.

Faltam quase 3 mil reais para eu atingir minha primeira grande meta financeira de vida. Aquela meta que me lembro muito bem quando eu tinha meus 15 anos, tracei para mim. Aquela meta que até uns 3 anos atrás eu  nem imaginava que eu poderia atingir. Aquela meta que todos dão risada quando comentamos com qualquer ser normal que nos rodeia em nossa vida social.

Vou derixar mais agradecimentos e mais detalhes para o post do MILHÃO. Agora acompanharei de perto a evolução do meu portfólio semanalmente para eu poder contar quando finalmente minhas contas somadas atingirem 7 dígitos!

Não será rápido, porque adiei minhas compras para agora em Maio (e meu cartão já está altinho), bem como grande partes das reservas que fiz em abril da viagem também cairão agora em Maio. Este mês que se inicia hoje então será um mês de muitos gastos que foram postergados e também da grande  compra do  Euro. Eu preciso comprar esses danadinhos para ir embora em paz. Mas nem que seja no dia 31/Maio, anunciarei aqui em algum momento do próximo mês a chegada do 1º milhão.

Que sonho meus amigos, que emoção e que felicidade! E não poderia ser mais gratificante fazer este post no simbólico 1º de Maio, dia do trabalhador!

Vamos que vamos para o próximo mês!

Abs!
IFM

domingo, 29 de abril de 2018

Enjoei!

Este não é um post patrocinado (estou bem longe de ter um...rsrsrs).

Uma amiga minha me apresentou nesta semana o app "enjoei". Vocês conheciam? Descobri que tenho conta lá desde 2015 mas nunca tentei vender nada de fato.

Tudo começou porque estávamos falando como estamos cansadas dessa vida corporativa. Pouco tempo para nós mesmas e como o caminho do empreendedorismo seria algo mais realizador. Conversa vai, conversa vem, chegamos no assunto do minimalismo. Frases do tipo:

- Comecei a seguir parte da filosofia do minimalismo e me descobri mais feliz deixando de comprar coisas que eu não precisava!
- Comecei a perceber que muitas das coisas que tenho em casa não uso e eu poderia desapegar!
- Poxa, tentei vender pelo Mercado Livre, mas lá as coisas mais "amadoras" não dão muito certo...

E por aí vai.

Ela me lembrou do enjoei. Entrei na conta dela e fiquei impressionada com a quantidade de coisas que ela já vendeu. Roupas usadas, que eu jamais imaginaria que alguém pudesse comprar. Não só compraram, ela se livrou de algo que só estava ocupando espaço no armário e ainda levou um troquinho que ajudou a compor o pequeno cofre dela.

Foi contagiante. No  mesmo dia da nossa conversa, nesta semana, comecei a olhar em volta a quantidade de coisas que tenho e que não me agregam, que eu não uso e estão lá, ocupando espaço e deixando a energia da casa mais carregada.

Já contei para vocês em outro post que eu comecei a usar certo itens que estavam parados só esperando vencer. Contei também que tenho itens acumulados esperando uma fila de uso para serem usados. Mas o que eu não tinha parado para pensar é que eu poderia vender muitos desses itens. Roupas por exemplo.

E assim estou fazendo, ativei meu cadastro novamente, comecei a tirar fotos dos itens que eu quero vender e os primeiros deles foram publicados. Lógico que não será um milagre do tipo: postei hoje e amanhã já vendi. Ela me explicou que começou a vender itens faz 2 anos e só agora mesmo que ela engatou várias vendas.

Mas pensem bem, os itens estão na nossa casa, ocupando espaço e não agregando em absolutamente nada. Por que não tentar? Por que não dar o primeiro passo?

Muitas das coisas da nossa vida acabamos deixando de fazer porque achamos que não vale a pena tentar dar o primeiro passo. E muitas das coisas que já realizei na minha vida foi dando o primeiro passo, sem pensar quantos passos mais seriam precisos para atingir aquele objetivo.

O caminho para a IF foi assim: pequenos tostões que quem olhava não dava nada e hoje fazem parte de um patrimônio bem grande, do qual me orgulho um montão.

Seja através do enjoei, seja através de qualquer canal, dar o primeiro passo é fundamental. E eu acabei de dá-lo. Depois conto mais para vocês se essa tentativa deu resultados. Estou fotografando tudo que vejo que não uso ou não me agregou nada nos últimos meses.

Abs!
IFM